Esqueça o Cordel, o Nordeste agora é Tech!

Esqueça o Cordel, o Nordeste agora é Tech!

O nordeste é disparadamente a região onde mais se comemora as festividades de junho, estendendo-se até o mês de julho.

E como estamos no mês das Festas Juninas, vamos falar da relação entre o Cordel, o Nordeste e a Tecnologia.

Quando falamos em Cordel o que vem à cabeça?

O cordel nordestino é uma expressão popular que se caracteriza pela declamação de poemas. Esses textos rimados são impressos em folhetos e pendurados em cordas – os cordéis! – e vendidos em feiras livres.

Esse tipo de arte costuma trazer temas regionais, personagens locais, lendas folclóricas, além de questões sociais.

O nordeste agora é Tech?

Sim!! Esqueça o Vale do Silício, as startups brasileiras têm um novo alvo: o Nordeste brasileiro

Os ecossistemas de inovação brasileiros têm ganhado destaque no cenário internacional e a redução na taxa de êxodo de empresas nascidas em polos de inovação de diferentes regiões do Brasil para o Sudeste indicam um nível cada vez mais maduro de empresas que estão fora do eixo Rio-São Paulo. O mesmo acontece nos estados do Nordeste.

Segundo mapeamento mais recente da Associação Brasileira de Startups (AbStartups), existem hoje mais de 1.171 startups no Nordeste. A grande maioria delas está concentrada nos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará. 

Em relação ao perfil, destacam-se as empresas com soluções em educação, saúde e desenvolvimento de software.

A maior parte delas (28,5%) atuam no modelo de SaaS – software as a service -, seguida de vendas diretas (15,7%) e marketplace (11,3%), também de acordo com a Abstartups.

O ecossistema nordestino de startups vem em um processo intenso de evolução, de uma região exportadora de talentos tecnológicos para ambientes maduros e conectados, capazes não apenas de estimular, mas suportar a evolução das startups.

Iniciativas e Parcerias

Nesse contexto, surgem diferentes agentes de inovação que ajudam a trazer uma sustentação inovativa para a região. Entre eles está o Porto Digital, na cidade de Recife, iniciativa liderada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) focada em fazer com que as pessoas que se formam dentro do centro de informática, como engenheiros e tecnólogos, fiquem na região – além de facilitar a troca de experiências e criação de novas empresas.

A parceria entre grandes empresas, institutos e academia, tem gerado um ambiente muito próspero para o desenvolvimento de startups.

Assim como o Porto Digital, surgem em outros estados iniciativas de destaque e programas de fomento ao empreendedorismo. 

Os novos Vales do Silício

Um novo fenômeno chama a atenção do universo empreendedor brasileiro: a criação de Vales do Silício um tanto quanto “diferentes”. A região na Califórnia (EUA), conhecida como o berço do empreendedorismo tecnológico mundial, serve de inspiração para que empreendedores criem denominações próprias – e criativas – em todo o Nordeste brasileiro.

Vamos ver alguns nomes diferentes que vieram dessa variação:

  • Rapadura Valley, em Fortaleza; 
  • Jerimum Valley, em Natal;
  • Caju Valley, em Aracaju; 
  • Sururu Valley, em Maceió. 

Em comum, os novos “vales da inovação” levam consigo uma marca registrada da cultura regional, sejam eles animais, lugares ou alimentos.

O surgimento dos Vales brasileiros atraem a atenção de investidores e criam um senso de pertencimento e identidade às pequenas empresas. 

O QUE É O PORTO DIGITAL?

O Porto Digital é um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do Brasil e é um dos representantes da nova economia do Estado de Pernambuco.

Localizado no Recife, sua atuação se dá nos eixos de software e serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Economia Criativa (EC), com ênfase nos segmentos de games, cine-vídeo-animação, música, fotografia e design. 

Desde 2015 o Porto Digital também passou a atuar no setor de tecnologias urbanas como área estratégica.

Reconhecido por sua territorialidade singular entre parques tecnológicos, o Porto Digital é um parque urbano instalado no centro histórico do Bairro do Recife e nos bairros de Santo Amaro, Santo Antônio e São José, totalizando uma área de 171 hectares. A região, antes degradada e de pouca importância para a economia local, vem sendo requalificada de forma acelerada em termos urbanísticos, imobiliários e de recuperação do patrimônio histórico edificado desde a fundação do parque, em 2000. Desde a fundação do parque tecnológico, em 2000, já foram restaurados mais de 138 mil metros quadrados de imóveis históricos.

Atualmente, o Porto Digital abriga cerca de 330 empresas, organizações de fomento e órgãos de Governo e aproximadamente 11 mil trabalhadores, com faturamento anual de R$ 2,3 bilhões em 2019.

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fontes:

https://www.gazetadopovo.com.br/gazz-conecta/porque-o-nordeste-e-o-novo-hub-de-inovacao-do-brasil/

https://www.portodigital.org/parque/o-que-e-o-porto-digital

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