Antes de qualquer tecnologia entrar em cena, existe uma pergunta básica que precisa ser respondida: o processo funciona bem hoje?
Se a resposta for “mais ou menos”, automatizar tende a escalar o problema e não a solução.
Por isso, aqui na Sicolos parte de um princípio claro: automação não corrige processos mal definidos. Pelo contrário, ela exige clareza, padrão e previsibilidade. Sem isso, o que era um gargalo manual vira um gargalo automatizado.
Continue lendo para entender mais.
O que os dados de mercado mostram sobre automatizar processos
Um
estudo da consultoria McKinsey & Company mostra que a automação de processos não é apenas um discurso tecnológico, mas uma tendência real no mundo dos negócios.
Segundo o relatório The imperative to automate business processes, 57% das organizações já estão pelo menos em fase de piloto de automação em uma ou mais funções, enquanto outros 38% planejam iniciar iniciativas de automação dentro de um ano.
Esses números indicam que, embora a automação esteja em expansão, muitas empresas ainda estão testando, avaliando e ajustando suas estratégias, o que reforça a necessidade de critérios claros antes de decidir automatizar processos.
Os critérios essenciais para decidir se vale automatizar
Nem todo processo merece automação imediata. A seguir, estão os principais critérios que ajudam a tomar essa decisão de forma estratégica.
1. Volume
Quanto maior o volume de execução, maior o potencial de ganho. Processos executados poucas vezes ao mês dificilmente justificam o investimento inicial em automação. Por outro lado, tarefas realizadas diariamente ou várias vezes ao dia tendem a gerar retorno mais rápido.
2. Repetição
Automação funciona melhor onde há padrão. Se cada execução do processo é diferente, cheia de exceções e decisões subjetivas, o esforço para automatizar pode superar os benefícios.
3. Risco
Processos críticos, que envolvem dados sensíveis, compliance ou impacto direto no cliente, precisam de cuidado extra. Nesses casos, automatizar pode reduzir erros humanos, desde que o processo esteja bem mapeado e testado.
4. Impacto operacional
Aqui, a pergunta é direta: se esse processo parar, o negócio para? Quanto maior o impacto operacional, maior o valor estratégico da automação, especialmente para garantir continuidade e previsibilidade.
5. Maturidade do processo
Esse é o critério mais negligenciado. Processos que mudam toda semana, não têm responsáveis claros ou não estão documentados ainda não estão prontos para automação. Antes disso, o foco deve ser organização e padronização.
Quando automatizar processos pode ser um erro?
Embora pareça contraditório, existem cenários em que automatizar processos traz mais prejuízo do que ganho. Alguns exemplos comuns:
- Processos em fase de teste ou validação;
- Operações altamente estratégicas, que exigem análise humana constante;
- Fluxos com excesso de exceções e decisões subjetivas;
- Empresas sem indicadores claros para medir antes e depois.
- Fluxos com execução ocasional ou sob demanda
Nesses casos, a automação pode engessar a operação, dificultar ajustes rápidos e gerar dependência tecnológica sem retorno real.
Por isso, nossos especialistas estão por aqui para te auxiliar a entender melhor todos os seus processos.
Automação como decisão de negócio, não de tecnologia
Aqui na Sicolos, a automação é tratada como parte da estratégia operacional da empresa. Isso significa olhar primeiro para o negócio, depois para os processos e, só então, para a tecnologia.
Esse olhar consultivo evita soluções genéricas e garante que automatizar processos esteja sempre conectado a objetivos claros: ganho de eficiência, redução de risco, escala sustentável e melhor uso do tempo das equipes.
Automatizar processos faz sentido quando existe volume, repetição, impacto e maturidade. Fora disso, o caminho mais inteligente é estruturar, simplificar e entender o processo antes de pensar em tecnologia.
Se você está avaliando automatizar processos, a Sicolos pode ajudar a definir o melhor caminho. Acesse nosso site para saber mais.